A Electrolux obteve um financiamento de R$ 300 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão direcionados para expandir o plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa, com foco na criação de novas linhas de eletrodomésticos mais sustentáveis.

O montante será aplicado na fabricação de 26 produtos, que terão como características o baixo consumo de energia, a incorporação de inteligência artificial e a otimização da eficiência para o uso em residências. Diversas linhas de produtos da companhia serão contempladas por esse investimento, incluindo geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers, cafeteiras, purificadores de água, aspiradores de pó e robôs aspiradores.

Áreas de Negócio e Impacto Projetado

As iniciativas serão distribuídas em cinco áreas de negócio estratégicas: refrigeradores; climatização; cuidado, limpeza do chão, purificação e aquecimento; refrigeração de água; e cocção e preparo de alimentos. A pesquisa, desenvolvimento e inovação ocorrerão no centro de PD&I da Electrolux em Curitiba, no Paraná, com o suporte das unidades da empresa localizadas em São José dos Pinhais, também no Paraná, e em Manaus.

No segmento de refrigeradores, a expectativa é reduzir o consumo de energia elétrica em até 40%. Adicionalmente, a empresa projeta um aumento de até 70% na vida útil dos alimentos armazenados, o que representa um avanço significativo em sustentabilidade e economia para os consumidores.

Financiamento e Declarações

O financiamento foi concedido por meio da linha BNDES Mais Inovação, que tem como finalidade estimular o setor empresarial e aprimorar as cadeias produtivas. A operação ocorre em um ano emblemático para a Electrolux, que celebra um século de atuação no Brasil.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância do apoio do banco para o fortalecimento da inovação industrial no país. Ele afirmou que essa iniciativa contribui para o desenvolvimento da indústria com tecnologia de ponta, oferecendo produtos mais eficientes e econômicos aos brasileiros. Mercadante ressaltou ainda que o projeto reforça a posição do Brasil como um dos principais centros de inovação na América Latina.