O técnico do Joinville, Diego Souza, declarou-se vítima de um suposto esquema de venda de licenças falsas para treinadores. O ex-jogador teve seu registro como treinador cancelado no BID da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e afirmou que o ex-volante argentino Alejandro Mancuso agiu de má-fé.
Em coletiva nesta quinta-feira, 8, Diego Souza disse ter se sentido “privilegiado” ao adquirir a licença por meio de Mancuso, que tem histórico de atuação na seleção argentina. Ele classificou Mancuso como “estelionatário” pelo suposto envolvimento no esquema.
O cancelamento do registro de Diego Souza ocorreu após o caso vir à tona. O técnico, que comanda o Joinville desde o final de agosto, informou que ele mesmo enviou um e-mail à CBF para relatar os fatos e pedir a retirada de sua licença. Ele afirmou que seus advogados estão cuidando do caso e que ele processará Mancuso nas esferas civil e criminal.
A investigação, revelada pelo portal UOL, indica que outros ex-jogadores famosos, como Dejan Petkovic, Diego Lugano, Felipe Melo, Luiz Gustavo, Roberto Carlos, Thiago Silva, Alex de Souza, Paulinho e Paolo Guerrero, também teriam negociado licenças com Mancuso. Alguns desses jogadores afirmaram acreditar na legitimidade dos certificados, enquanto outros admitiram ter buscado a documentação pela facilidade, com um custo de R$ 100 mil pelo conjunto de certificados.
A Associação de Técnicos do Futebol Argentino negou a emissão dos documentos e informou que Mancuso nunca foi membro da entidade. A CBF encaminhou o caso para a Comissão de Ética e para a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para apuração. A Confederação também solicitou à Conmebol o endosso de um levantamento de treinadores que atuam no Brasil com apenas a licença argentina.
Apesar do cancelamento do registro, o Joinville informou que Diego Souza poderá continuar nos treinamentos. No entanto, ele não poderá assinar a súmula das partidas como técnico até regularizar sua situação. O auxiliar Rafael Bahia deverá assumir essa função nos jogos.







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