247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo. O levantamento também mostra que 31% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 25% a classificam como regular.
Na aprovação pessoal do presidente, 51% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula, contra 45% que aprovam. Na rodada anterior, realizada duas semanas antes, havia empate técnico nesse indicador: 50% desaprovavam e 48% aprovavam o desempenho do petista.
Os números indicam estabilidade na avaliação do governo dentro da margem de erro. No levantamento anterior, 41% classificavam a gestão como ruim ou péssima. No fim de julho, esse índice era de 38%. A avaliação positiva, por sua vez, havia oscilado de 32% para 33% na rodada anterior e agora aparece em 31%. Já a percepção regular havia passado de 28% para 25%, mesmo patamar registrado agora.
A pesquisa foi realizada em meio a um período de maior pressão política sobre o governo. Entre os temas que marcaram o intervalo entre os levantamentos estão suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, o debate sobre as contas públicas e a desaceleração do Produto Interno Bruto no segundo trimestre.
Ao mesmo tempo, Lula tentou avançar em uma agenda de apelo popular, com destaque para a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O presidente atuou junto aos comandos da Câmara e do Senado para acelerar a tramitação do projeto no Congresso, em uma articulação vista também como parte da disputa política do período eleitoral.
A avaliação do governo e a aprovação pessoal do presidente são indicadores acompanhados de perto por partidos e analistas, pois ajudam a medir a força eleitoral de um mandatário que disputa a continuidade no poder. Em geral, esses índices dialogam com as intenções de voto e podem apontar capacidade de recuperação ou risco de desgaste na reta final da campanha.
A eleição de 2022 é uma referência recorrente para esse tipo de análise. Às vésperas daquele ano eleitoral, em dezembro de 2021, Jair Bolsonaro tinha 22% de avaliação positiva, enquanto 53% avaliavam seu governo como ruim ou péssimo. Durante a campanha, reduziu parte da rejeição e chegou ao primeiro turno em empate técnico entre avaliação negativa, de 39%, e positiva, de 38%.
No segundo turno de 2022, Bolsonaro foi derrotado por Lula por 50,9% a 49,1% dos votos válidos, resultado que evidenciou a relevância dos indicadores de avaliação, mas também seus limites como ferramenta isolada para prever o desfecho eleitoral.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (1º) e quarta-feira (2). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03669/2026.






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