247 – O agravamento do embate envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF) acendeu um novo sinal de alerta no Palácio do Planalto sobre o futuro de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma cadeira na Corte.
Segundo a coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, integrantes do governo avaliam que a crise pode tornar ainda mais difícil uma nova tentativa de aprovação de Messias pelo Senado. O cenário ganhou peso nesta terça-feira (8), depois que o ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Messias já enfrentava resistência no Congresso. Indicado por Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, o chefe da AGU teve seu nome rejeitado pelo Senado Federal em maio deste ano. Agora, aliados do presidente enxergam no novo episódio mais um obstáculo para uma eventual insistência do Planalto em sua indicação.
Falhas na condução da crise preocupam o Planalto
Na avaliação de integrantes do governo ouvidos pela reportagem, houve demora na adoção de medidas e falhas na condução do processo que culminou no afastamento de Andrei Rodrigues.
Esses interlocutores consideram que a AGU não teria atuado de maneira suficiente para antecipar os desdobramentos e impedir que a situação assumisse proporções maiores.
A avaliação repercute diretamente sobre as perspectivas de Messias porque o episódio passou a envolver o Supremo e a cúpula da Polícia Federal. Para integrantes do governo citados pela coluna, o resultado pode ser o crescimento da resistência ao ministro da AGU em uma eventual nova indicação ao STF.
Ricardo Couto ganha espaço nos bastidores
Enquanto o ambiente político se torna mais difícil para Messias, outro nome passou a avançar nas articulações em torno da vaga no Supremo.
O nome do desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ganhou força nos bastidores como possível nome a ser indicado por Lula.
A movimentação ocorre em meio às especulações sobre os próximos passos do presidente após a rejeição de Messias pelo Senado e diante das novas dificuldades políticas enfrentadas pelo ministro da AGU.
Nesse contexto, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, irá sediar um evento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (10), justamente quando Couto aparece com maior força nas discussões de bastidores sobre a cadeira no Supremo.






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