A seleção portuguesa de futebol encerrou a primeira Data Fifa sob o comando de Jorge Jesus com 100% de aproveitamento e classificação garantida na Liga das Nações. No entanto, os resultados ficaram em segundo plano devido a uma crise entre o novo treinador e o craque Cristiano Ronaldo.
Portugal venceu os quatro jogos disputados nas últimas duas semanas, batendo a Noruega duas vezes por 2 a 1, a Dinamarca por 4 a 2 e o País de Gales por 1 a 0. Com 12 pontos, a seleção já assegurou sua vaga no mata-mata da Liga das Nações, com nove pontos de vantagem sobre País de Gales e Noruega, faltando apenas duas rodadas.
As escolhas de Jorge Jesus têm se mostrado eficazes, especialmente no ataque. Gonçalo Ramos, do Milan, e João Félix, do Al-Nassr, marcaram três gols cada, totalizando seis dos nove tentos da equipe. O lateral-direito João Cancelo também se destacou, balançando as redes duas vezes e mostrando sua veia ofensiva sob o novo técnico.
A desavença entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo começou a se acentuar após o primeiro jogo da Data Fifa, quando CR7 foi titular contra Gales. A relação, que já existia desde os tempos de Al-Nassr, piorou quando Cristiano Ronaldo foi reserva na vitória sobre a Noruega, aquecendo por um longo período, mas sem entrar em campo.
A situação atingiu o ápice quando Jorge Jesus, em entrevista coletiva na Dinamarca, antes do último treino, afirmou que a decisão sobre quem joga é exclusivamente dele. “Eu sou o treinador, eu disse ao jogador que ele não jogaria. Vou te colocar no banco. Se eu precisar de você por 30 minutos, você vai jogar; se não, não. Nenhum jogador vai me fazer mudar de opinião. Nem ele, nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, absolutamente ninguém”, disse o treinador.
Minutos depois, Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção e, em uma publicação no Instagram, declarou que daria explicações posteriormente. No domingo, após a vitória sobre a Noruega, Jorge Jesus comentou o ocorrido, mantendo as portas abertas para o retorno do jogador, mas sem pedir desculpas. “Isto foi um mal-entendido e na minha opinião é fácil de resolver. Por mim está tudo bem. Eu não peço desculpas a ninguém”, afirmou o técnico.
Enquanto a crise se desenrola, os demais jogadores da seleção, como Nuno Mendes, João Cancelo e Bruno Fernandes, manifestaram apoio a Cristiano Ronaldo. As próximas semanas serão decisivas, já que Portugal volta a jogar em novembro, contra Dinamarca (14) e País de Gales (17). Até lá, Cristiano Ronaldo retornará ao Al-Nassr, onde terá nove jogos antes da próxima convocação.







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