O estado de São Paulo confirmou 41 casos de sarampo neste ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. O mais recente foi registrado na terça-feira (6) na capital paulista, que totaliza 37 confirmações. Os demais casos ocorreram em São Bernardo do Campo (dois), Guarulhos (um) e Santo André (um).

Em comparação, todo o ano de 2024 teve apenas dois registros de sarampo no estado. A pasta informou que, até o momento, não houve mortes decorrentes da doença.

As infecções aumentaram após a Copa do Mundo. Antes do evento, especialistas já haviam alertado para o risco de propagação do vírus, devido à epidemia existente em países-sede como México e Estados Unidos.

A Secretaria de Saúde não divulgou detalhes sobre o novo caso, mas destacou que cerca de 61% de todos os registros são em crianças menores de dois anos, consideradas a faixa etária mais vulnerável.

A cobertura vacinal da primeira dose contra o sarampo no estado avançou de 86% em abril para 93% em julho. No mesmo período, a segunda dose passou de 72% para 78%.

Transmissão e monitoramento

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que aparecem de sete a quatorze dias após a exposição.

Equipes de vigilância municipal e estadual monitoram os casos e apontam uma tendência de redução na transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão dos casos já registrados está sendo considerada. Uma cadeia de transmissão pode ser encerrada se não houver novos casos relacionados em um período de noventa dias, contados a partir do início das manchas na pele do último caso confirmado. Durante esse intervalo, a investigação de notificações suspeitas e a busca ativa continuam.