247 – Nos primeiros oito meses de 2026, o comércio exterior da China cresceu 17,6%, somando 3,478 trilhões de yuans (5,13 trilhões de dólares), impulsionado por uma alta de 14,6% nas exportações e de 22% nas importações. Conforme a Administração Geral Alfandegária (GAC), o avanço das importações superou o das exportações pelo sexto mês consecutivo, evidenciando a força do mercado consumidor chinês como gerador de oportunidades globais. O diretor da GAC, Lü Daliang, salientou que os dados refletem a sólida resiliência do sistema industrial do país e o forte ímpeto da inovação tecnológica no desempenho comercial, mesmo diante de conflitos geopolíticos e da lentidão na recuperação do comércio mundial, de acordo com o Global Times.

A modernização industrial e o boom global da inteligência artificial despontaram como os principais propulsores desse ritmo, fazendo as exportações de circuitos integrados dispararem 103,9% (alcançando 256,75 bilhões de dólares) e as importações do setor subirem 61,7%. No total, os produtos mecânicos e elétricos responderam por 64% de tudo o que a China vendeu ao exterior (12,91 trilhões de yuans), com fortes altas nos embarques de bens de alta tecnologia, automóveis e robôs industriais.

Diante de relatos da imprensa ocidental sugerindo que “o salto nos embarques ultramarinos pode alimentar tensões sobre desequilíbrios com parceiros comerciais”, analistas e autoridades chinesas rebateram a narrativa afirmando que o superávit decorre da competitividade de mercado e não de subsídios.

O governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, reiterou que o país nunca buscou deliberadamente um superávit e continuará promovendo a abertura de alto nível e a expansão da demanda interna.

Especialistas como Hu Qimu e Xiang Ligang apontaram que a expansão das fundições domésticas e a alta demanda por poder de computação aguçaram a competitividade internacional da manufatura inteligente chinesa.