247 – A primeira metade de setembro já foi suficiente para que 33 estações meteorológicas do país superassem seus recordes históricos de chuva para o mês, segundo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os dados consideram estações com pluviômetros em funcionamento até terça-feira (15).

Além dos recordes pontuais, o levantamento mostra que 143 estações já registraram, até o dia 15, volume de precipitação acima da média climatológica esperada para todo o mês de setembro. As marcas foram superadas em diferentes regiões do país, incluindo estações localizadas nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Niterói (RJ).

São Paulo concentra o maior número de recordes: dez estações do estado já ultrapassaram as maiores marcas históricas para setembro. Em seguida aparecem Minas Gerais, com seis recordes, e Rio de Janeiro, com cinco. Também há registros em Mato Grosso, Paraná, Goiás, Tocantins, Distrito Federal e Espírito Santo.

O caso mais expressivo do levantamento ocorreu em Iguape, no litoral paulista. A estação registrou 341,8 milímetros de chuva em setembro de 2026, superando os 238,6 mm registrados em 2019, até então o maior volume para o mês. O novo acumulado representa alta de cerca de 43% em relação ao recorde anterior.

Na capital paulista, duas estações também ultrapassaram marcas históricas. Em Interlagos, o volume chegou a 265 mm, acima dos 243,1 mm registrados em 1983. No Mirante de Santana, referência meteorológica da cidade, o acumulado foi de 253,8 mm, também superior ao recorde de 1983.

Outros municípios paulistas aparecem entre os maiores volumes do levantamento. Bragança Paulista registrou 295,4 mm, contra 105 mm em 2022. Registro chegou a 250,8 mm, superando os 159 mm de 2022. Barra do Turvo teve 250,4 mm, acima dos 229,6 mm registrados também em 2022.

No Paraná, Morretes aparece com 315,2 mm, acima dos 232,2 mm registrados em 2022. Ventania acumulou 281,4 mm, superando o recorde anterior de 262,2 mm, de 2014. Curitiba também bateu sua marca histórica para setembro, com 243 mm, contra 202 mm em 2006.

Em Minas Gerais, Monte Verde registrou 268,8 mm, acima dos 221,6 mm de 2009. Maria da Fé teve 207,4 mm, superando os 176 mm de 2015. Também bateram recorde no estado as estações de Divinópolis, Coronel Pacheco, Machado e Bambuí.

No Rio de Janeiro, os recordes ocorreram em Paty do Alferes, Niterói, Paraty, Carmo e Santa Maria Madalena. Em Paty do Alferes, a estação de Avelar registrou 96,8 mm, volume muito superior aos 12,4 mm de 2024, até então a maior marca para setembro. Niterói acumulou 141,2 mm, acima dos 105,2 mm de 2022.

O levantamento também aponta recordes em estações do Centro-Oeste e do Norte. Em Mato Grosso, Nova Ubiratã registrou 120,6 mm, Porto Estrela chegou a 90,2 mm e Gaúcha do Norte teve 88,8 mm. No Tocantins, Colinas do Tocantins registrou 85 mm e Rio Sono, 32,8 mm. Em Goiás, as marcas foram superadas em Iporá e Edéia. No Distrito Federal, o recorde ocorreu na estação Gama – Ponte Alta, com 79 mm. No Espírito Santo, Venda Nova do Imigrante registrou 62,2 mm.

Entre os 33 recordes, os maiores acumulados foram registrados em Iguape (SP), com 341,8 mm; Morretes (PR), com 315,2 mm; Bragança Paulista (SP), com 295,4 mm; Ventania (PR), com 281,4 mm; e Monte Verde (MG), com 268,8 mm.

A sequência de recordes reforça o caráter excepcional da chuva registrada na primeira quinzena de setembro em parte do país. Segundo os dados do Inmet citados pelo Globo, todos os 143 pontos analisados já ultrapassaram, em apenas metade do mês, a média histórica de precipitação esperada para setembro inteiro.