247 – A consolidação da forte ampliação promovida nos últimos dois anos tornou-se a principal tarefa do BRICS, que busca integrar plenamente seus novos integrantes e países parceiros aos mecanismos de cooperação antes de avançar em outra rodada de adesões.
A avaliação foi apresentada por uma fonte do governo da Índia à agência russa TASS nesta segunda-feira (7), ao comentar as perspectivas para a entrada de novos países no bloco. Segundo a autoridade, o crescimento recente elevou significativamente a dimensão e a complexidade da articulação interna do BRICS.
“O BRICS passou por uma expansão significativa nos últimos dois anos, à medida que o número de membros cresceu de cinco para 11, e dez países parceiros foram adicionados. Os países parceiros participaram da cúpula pela primeira vez no ano passado”, afirmou.
A expansão transformou um agrupamento inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em uma articulação internacional mais ampla, com integrantes e parceiros de diferentes regiões.
Integração dos novos países vira prioridade
Segundo a fonte indiana, os esforços agora estão direcionados à incorporação efetiva dos novos participantes aos diferentes mecanismos mantidos pelo BRICS.
“Todos estão trabalhando agora para consolidar e fortalecer a associação, com o objetivo de envolver novos membros e países parceiros nos processos do BRICS. A cooperação abrange 35 áreas no nível de ministros e chefes de agências, o que constitui um programa de cooperação verdadeiramente amplo e meticulosamente desenvolvido. Isso exige participação ativa e esforço significativo”, declarou.
A existência de 35 áreas de cooperação dimensiona o desafio enfrentado pelo agrupamento depois de sua ampliação. A entrada formal de novos países precisa ser acompanhada pela participação desses governos nas diferentes instâncias de articulação mantidas pelo bloco.
Nova expansão dependerá de consenso
A consolidação da atual composição não significa que o BRICS tenha fechado as portas para outros interessados. A autoridade indiana ressaltou, no entanto, que qualquer nova ampliação terá de obedecer aos mecanismos estabelecidos pelo grupo e dependerá da concordância dos atuais integrantes.
“Em relação a uma nova expansão, existem procedimentos e mecanismos acordados para a admissão de novos membros e parceiros no BRICS, e quaisquer discussões futuras sobre o assunto continuarão a se basear no consenso de todos os membros do grupo. Essa é a posição sobre a futura expansão do BRICS”, afirmou.
A posição indica que eventuais novas adesões permanecem na agenda, mas a prioridade imediata é consolidar a estrutura formada após o crescimento registrado nos últimos anos.
De cinco para 11 membros
Criado em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, o agrupamento ganhou a configuração conhecida pela sigla BRICS depois da entrada da África do Sul, em 2011.
A maior transformação em sua composição ocorreu a partir de 2024. Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia ingressaram no grupo em 1º de janeiro daquele ano. A Indonésia passou a integrá-lo em 6 de janeiro de 2025.
Além da ampliação dos membros, o BRICS criou uma categoria de países parceiros, aumentando sua abrangência sem necessariamente conceder a todos esses Estados a condição de integrantes plenos.
Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão obtiveram oficialmente esse status. A Nigéria passou a integrar a categoria em 17 de janeiro, enquanto o Vietnã aderiu em 14 de junho.
Expansão muda dimensão do BRICS
O salto de cinco para 11 membros e a incorporação de dez parceiros ampliaram não apenas a presença geográfica do BRICS, mas também as exigências de coordenação entre os participantes.
Nesse cenário, a estratégia descrita pela fonte do governo indiano consiste em transformar a expansão formal do agrupamento em participação efetiva nos seus mecanismos de cooperação.






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