Um bombeiro militar foi preso na manhã desta quarta-feira (7) em São Paulo, acusado da morte a tiros de um estudante de medicina. A Justiça havia expedido uma decisão de prisão preventiva na última sexta-feira (2) contra Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos.

O incidente que resultou na morte de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, ocorreu em 30 de setembro em Taubaté, interior de São Paulo. A prisão de Oliveira foi realizada enquanto ele estava em serviço, em uma unidade do Corpo de Bombeiros. Ele foi levado ao 13º Distrito Policial (Casa Verde), na zona norte da capital, para formalização da prisão, e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.

A defesa do bombeiro, representada pelo advogado Claudio Rodrigues Moreira, afirmou que Oliveira agiu em legítima defesa e que essa será a linha de argumentação durante as investigações e o processo judicial.

No dia do ocorrido, Oliveira chegou a ser detido e prestou depoimento no 1º DP de Taubaté. Ele declarou que a vítima teria exibido um objeto que ele interpretou como uma arma, levando-o a disparar quatro vezes. No entanto, nenhuma arma foi encontrada com o estudante. Após uma audiência de custódia, o bombeiro foi liberado provisoriamente.

Bruno Hashimura San Juliano era casado, pai e estudante de medicina na Universidade de Taubaté (Unitau). O Diretório Acadêmico Nara Fortes expressou solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade acadêmica pela perda do estudante, que foi socorrido no Hospital Regional do município, mas não resistiu aos ferimentos. O caso ocorreu na avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como avenida do Povo.