247 – O BNDES aprovou um financiamento de R$ 84,86 milhões para a HT Micron Semicondutores, empresa instalada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Os recursos serão destinados a um plano de inovação que prevê investimentos em pesquisa, desenvolvimento e modernização da fábrica. A informação foi publicada pela coluna Painel S.A., da Folha de São Paulo.
O projeto tem como objetivo ampliar a capacidade da empresa de produzir no Brasil componentes de memória usados em smartphones, dispositivos móveis, servidores e equipamentos conectados à chamada internet das coisas.
A HT Micron atua no encapsulamento e teste de circuitos integrados para a indústria de tecnologia da informação e comunicação. A companhia integra o grupo sul-coreano Hana Micron, especializado em teste de chips e fabricação de módulos de memória para eletrônicos.
Com o financiamento aprovado pelo BNDES, a empresa pretende desenvolver novos produtos e incorporar à sua linha de produção a montagem, o encapsulamento e o teste de dispositivos de memória com tecnologia LPDDR5X. Trata-se de um padrão avançado de memória RAM de baixo consumo energético, utilizado especialmente em equipamentos portáteis, como smartphones.
A iniciativa também prevê a produção nacional de dispositivos uMCP, que reúnem memória volátil e armazenamento não volátil em um único encapsulamento. Hoje, segundo a reportagem, a tecnologia LPDDR5X usada no Brasil é quase totalmente importada.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o projeto tem impacto estratégico para reduzir a dependência externa do país em um setor considerado sensível para a indústria tecnológica.
“O projeto aprovado pelo BNDES contribui para reduzir a dependência tecnológica em produtos nano e microeletrônicos e para fortalecer a cadeia de semicondutores nacional, sendo fundamental para a fabricação da nova geração de produtos”, disse Mercadante.
O presidente do banco também destacou que a produção local pode trazer ganhos de competitividade e estimular a formação de profissionais qualificados no país.
“A produção nacional reduz custos logísticos, melhora a competitividade do mercado interno e desenvolve mão de obra local em atividades altamente qualificadas de P&D, aproximando o país dos padrões internacionais da fabricação de dispositivos semicondutores avançados”, afirmou.
O financiamento ocorre em meio ao esforço do governo federal para fortalecer a cadeia nacional de semicondutores, segmento considerado essencial para a indústria de tecnologia, telecomunicações, automóveis, defesa e equipamentos eletrônicos. A ampliação da produção no Rio Grande do Sul pode reduzir a dependência de importações e inserir o Brasil em etapas mais avançadas da fabricação de componentes eletrônicos.






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