O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes. Segundo ele, a ordem teria sido expedida por determinação do ministro Alexandre de Moraes na noite de domingo (25 de outubro), poucas horas após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.
Aliados do senador reagem com preocupação ao episódio. De acordo com avaliações do círculo político do senador, há temor de que uma ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal seja decretada contra Flávio nos próximos dias.
A apreensão dos documentos de viagem relaciona-se a um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A investigação está sob a relatoria de Alexandre de Moraes no STF. A proximidade entre a ordem e o resultado eleitoral intensificou a preocupação.
Alguns integrantes do círculo político do senador chegaram a recomendar que ele deixasse o Brasil o mais rapidamente possível. A sugestão foi feita na manhã de segunda-feira (26), quando circulavam notícias sobre possíveis iniciativas para suspender ou apreender o passaporte do parlamentar.
O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, havia defendido publicamente, na semana anterior ao segundo turno, que o senador deixasse o território brasileiro caso perdesse as eleições, como forma de evitar prisão.
Apesar das recomendações, Flávio Bolsonaro não anunciou qualquer intenção de sair do Brasil. Segundo pessoas próximas ao senador, ele ainda buscava compreender os fatores que provocaram a virada eleitoral.







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