Uma investigação do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ, o NetLab, identificou 860 anúncios fraudulentos entre janeiro e março de 2026. As peças usavam nomes de programas sociais e serviços governamentais para atrair usuários nas redes sociais.
O levantamento apontou 152 páginas ativas responsáveis por impulsionar essas campanhas falsas no Facebook e no Instagram. Entre os nomes mais usados estiveram Valores a Receber, Brasil Sorridente, Minha Casa Minha Vida e Auxílio Gás.
Uso de inteligência artificial
Segundo o estudo, 45,8% dos casos usaram inteligência artificial. Em parte das peças, foram usados deepfakes de políticos e jornalistas para simular transmissões jornalísticas e dar aparência de credibilidade às mensagens.
A pesquisa também mostrou o uso da ferramenta de criativo dinâmico da Meta, que permitia alterar imagens e textos de forma automática. Os pesquisadores afirmaram que isso dificultava a moderação dos anúncios.
As campanhas ficaram ativas por 4,4 dias, em média. Houve casos mais longos: 14 anúncios ficaram no ar por mais de um mês, e um deles chegou a 73 dias. O estudo também mapeou uma rede internacional com 18 páginas geridas a partir da China, voltada a fraudes financeiras contra o público brasileiro.
Serviço: a orientação é verificar informações diretamente nos portais oficiais, acessar benefícios apenas por aplicativos e domínios com final “.gov.br” ou pelo portal do Banco Central, e evitar clicar em anúncios com promessas de saque imediato ou facilidades financeiras.







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