A campanha de Gustavo Gayer (PL) ao Senado por Goiás é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), que pode levar à cassação de seu registro ou diploma e à sua inelegibilidade. O processo aponta suspeitas de abuso de poder econômico e gastos eleitorais não declarados. A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pela coligação Goiás Pode Mais, que questionam a origem dos fundos usados na produção e distribuição de materiais publicitários.
Propaganda eleitoral sob análise
Um dos focos da investigação é o uso de placas, bandeiras e banners verticais, conhecidos como wind banners, em espaços públicos de Goiânia durante o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Fotografias anexadas à ação mostram material de campanha em canteiros e gramados da capital goiana, alguns instalados sem a presença de responsáveis. Essa documentação busca fundamentar a apuração sobre a produção, financiamento e uso da propaganda.
As despesas com materiais gráficos, contratados junto à Gráfica Monte Cristo, somam R$ 48.807 na prestação de contas. Contudo, a petição argumenta que os registros não permitem identificar se esse valor inclui os wind banners questionados. Por isso, os autores da ação solicitam contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento da produção dos materiais, além da quantidade de peças confeccionadas e a identificação dos responsáveis pelas contratações. O Partido Liberal (PL), partido de Gayer, também é citado nos pedidos de esclarecimento sobre um possível financiamento ou compartilhamento de despesas de campanha.
Ação busca esclarecimentos sobre recursos
A Federação Brasil da Esperança e a coligação Goiás Pode Mais também pedem que a Justiça Eleitoral investigue a possível utilização de recursos de origem desconhecida, financiamento por terceiros ou o uso de estrutura pública em favor da candidatura. A própria petição, no entanto, ressalta que a ausência de identificação imediata de uma despesa na prestação de contas não é, por si só, prova de irregularidade. A análise dos documentos e a eventual produção de provas no processo eleitoral serão cruciais.
A AIJE é um instrumento legal que visa apurar, entre outras práticas, o abuso de poder econômico em eleições. Se a Justiça Eleitoral constatar a ocorrência de abuso com gravidade suficiente, as consequências podem ser a cassação do registro ou diploma do candidato e a declaração de inelegibilidade, conforme a lei. Até o momento da publicação, a assessoria do parlamentar não havia se manifestado sobre o caso.







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