O filme sul-coreano “Hope – O Primeiro Impacto” chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (8), com destaque para as participações de Michael Fassbender e Alicia Vikander no elenco. Embora os atores não apareçam em sua forma convencional, eles interpretam alienígenas gigantescos por meio da tecnologia de captura de movimento.

A produção substitui a expectativa que cercava o filme “Digger”, com Tom Cruise, que não obteve sucesso de bilheteria. O diretor Na Hong-jin, conhecido por obras como “O Caçador” (2008) e “O Lamento” (2016), é a verdadeira estrela de “Hope”, sendo reconhecido por sua habilidade em mesclar diferentes gêneros cinematográficos.

A trama de 'Hope'

“Hope” é o primeiro filme dirigido por Na em uma década e combina elementos de mistério policial, terror, comédia sombria, ação de grande sucesso e até faroeste. A premissa é simples: os moradores de uma pequena cidade precisam enfrentar um grupo de alienígenas gigantescos, dotados de força e velocidade sobre-humanas, que devastam o local e deixam um rastro de destruição.

O filme convida à reflexão sobre a destruição causada pela ignorância, mas foca em oferecer cenas de perseguições, tiroteios e momentos de violência com toques de comédia física. A inclusão de um filme tão comercial entre os concorrentes à Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano gerou questionamentos, mas a originalidade do diretor coreano é ressaltada.

Uma experiência cinematográfica intensa

A história se desenrola em Hopo Port, uma pequena cidade portuária na Coreia do Sul, onde a tranquilidade é abalada por uma estranha descoberta na floresta. Na Hong-jin constrói a narrativa adiando a aparição da ameaça, explorando o medo do desconhecido. Os personagens correm, se escondem e tentam entender a destruição que transforma a cidade em um campo de batalha caótico e brutal.

A primeira hora do filme, que tem quase três horas de duração, é considerada o ponto alto, com o diretor demonstrando talento para criar tensão física. A ação é contagiante, filtrada pela comédia sombria coreana, mostrando policiais rurais e moradores sobrecarregados por uma situação sem precedentes. O senso de humor é um dos grandes acertos de “Hope”, pois o filme não se leva muito a sério, o que contribui para a experiência. Os personagens são pessoas comuns, desajeitadas, jogadas em uma catástrofe gigantesca.

“Hope” é um filme essencialmente físico, com foco nos golpes, gritos, sustos, perseguições e risadas histéricas, proporcionando o prazer de ver tudo desmoronar. Embora não seja considerada uma obra-prima, é descrita como um filme enorme, selvagem e tresloucado, que transita entre o terror rural, a ficção científica, a comédia sombria e o blockbuster de destruição em massa, como se todos pertencessem ao mesmo universo. Uma sequência do filme já está em desenvolvimento, prometendo explorar novos contextos e profundidades.