247 – O ex-vice-primeiro-ministro da Espanha e fundador do partido Podemos, Pablo Iglesias, rebateu duramente as ameaças e acusações formuladas contra ele e diversas lideranças progressistas internacionais em um relatório do governo dos Estados Unidos. O documento de 100 páginas, intitulado “Cuba: The Capital of 21st Century Communism” (Cuba: A Capital do Comunismo do Século XXI), foi divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano sob o comando de Marco Rubio. O texto acusa a ilha caribenha de atuar historicamente como suposto polo de espionagem e subversão ideológica global, além de listar ativistas, jornalistas e políticos internacionais como parte de uma rede de influência e propaganda promovida por Havana.
Atualmente atuando como apresentador do veículo de comunicação Canal Red, Pablo Iglesias utilizou suas redes sociais para classificar a iniciativa de Washington como uma tentativa deliberada do governo estadunidense de ressuscitar táticas de perseguição política para criminalizar a esquerda em escala planetária.
O ataque norte-americano e a alusão ao “Macarthismo”
Em sua manifestação, Iglesias comparou a investida promovida pela administração Donald Trump e por Marco Rubio às campanhas de caça às bruxas travadas durante o período da Guerra Fria. Ele lembrou expressamente o fenômeno conhecido como “Macarthismo” — referência direta ao senador norte-americano Joseph McCarthy, que liderou uma onda de perseguição sistemática, censura e criminalização contra comunistas, artistas, intelectuais e militantes de esquerda nos Estados Unidos na década de 1950.
Segundo o ex-dirigente espanhol, ao rotular oponentes políticos e produzir relatórios acusatórios, o governo dos Estados Unidos busca criar pretextos conceituais e políticos para justificar ações de retaliação e um cerco permanente contra vozes dissidentes e anti-imperialistas pelo mundo.
“Uma honra estar nessa lista”
Apesar das ameaças implícitas no documento oficial da diplomacia estadunidense, Pablo Iglesias reagiu com altivez ao ser apontado pelo Departamento de Estado norte-americano ao lado de outros nomes proeminentes da cena política e social internacional.
“Uma honra estar nessa lista com Jeremy Corbyn, Thiago Ávila e Manolo De Los Santos”, declarou Iglesias em publicação nas redes sociais.
Si ser militante de Podemos y dirigir Canal Red, si defender la soberanía cubana me hace merecedor de estar en la lista de un gobierno criminal como es el gobierno de Trump, solo puedo decir que me siento inmensamente honrado.
— Pablo Iglesiashttps://t.co/o4mfFmIcMm pic.twitter.com/3zASxMZQyp
{R} (@PabloIglesias) July 21, 2026
O político fez referência ao ex-líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn; ao ativista socioambiental brasileiro Thiago Ávila; e ao organizador político e diretor do projeto The People’s Forum, Manolo De Los Santos. Todos foram citados no dossiê de Washington sob a justificativa de integrarem redes de solidariedade internacional ao povo cubano e de articularem denúncias contra o bloqueio econômico mantido pelos Estados Unidos contra a ilha há mais de seis décadas.
A inclusão de nomes de comunicadores, ex-membros do parlamento europeu e militantes sociais no relatório “Cuba: The Capital of 21st Century Communism” reflete o endurecimento da política externa norte-americana e da retórica anticomunista do governo Trump.
Un honor estar en esta lista con @jeremycorbyn @thiagoavilabr o @manolo_realengo
— Pablo IglesiasNuevo Macartismo
EEUU señala a Pablo Iglesias en su nuevo informe sobre Cuba para articular una persecución global a la izquierda
El Departamento de Estado encabezado por Marco Rubio…
{R} (@PabloIglesias) July 21, 2026
{R} (@PabloIglesias) July 21, 2026
Nuevo Macartismo
EEUU señala a Pablo Iglesias en su nuevo informe sobre Cuba para articular una persecución global a la izquierda
El Departamento de Estado encabezado por Marco Rubio…



Comentários
Seja o primeiro a comentar.