247 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que a reunião realizada com representantes do Grupo Unigel, em 13 de julho de 2023, teve caráter estritamente institucional e seguiu os trâmites formais da instituição. Segundo o banco, a agenda foi solicitada pela própria empresa, por meio do canal oficial de atendimento, em 30 de junho daquele ano.
De acordo com o BNDES, o encontro ocorreu na sala 2203 da sede da instituição, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de uma delegação da Unigel, do presidente do banco, Aloizio Mercadante, além de uma equipe técnica composta por três servidores concursados e três diretores. A reunião consta na agenda pública de Mercadante.
A delegação da Unigel era formada pelo presidente da companhia, Roberto Noronha; pelo diretor financeiro (CFO), Daniel Zilberknop; pelo presidente do Conselho de Administração, Henry Slezynger; e pelo acionista e diretor de Relações Institucionais, Leo Slezynger.
Segundo o BNDES, a empresa buscava discutir possíveis investimentos para a implantação de uma fábrica de hidrogênio verde. No entanto, o banco afirma que as negociações não avançaram e que nenhum financiamento ou investimento foi concedido ao projeto ou à empresa. A instituição acrescenta que não mantém atualmente qualquer relacionamento comercial ativo com o Grupo Unigel.
Em relação à presença de Roberta Luchsinger na sede do banco, o BNDES informa que os registros de segurança apontam apenas uma visita, em 13 de julho de 2023, quando ela acompanhou a delegação da Unigel na condição de companheira de um dos executivos da empresa.
Ainda de acordo com a instituição, Roberta Luchsinger não participou da reunião entre o BNDES e a Unigel e não teve acesso ao gabinete do presidente Aloizio Mercadante, conforme comprova ata da reunião. O banco também nega que tenha ocorrido qualquer encontro entre Mercadante e Roberta Luchsinger, dentro ou fora da agenda oficial, antes ou depois da reunião com os representantes da empresa.
Na nota, o BNDES destaca que é considerado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a instituição pública mais transparente da República e afirma manter disponíveis ao público informações sobre contratos, financiamentos e as agendas de seus dirigentes.
Confira a documentação:







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