O Tribunal Superior Eleitoral implementou mudanças nas urnas eletrônicas para as Eleições 2026, tornando o processo de votação mais ágil e acessível. As reformulações incluem recursos inéditos de leitura e acompanhamento visual durante a escolha dos candidatos, com interface aprimorada para facilitar o exercício da cidadania.
A principal novidade visual é a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, criada pelo Braille Institute. Esse formato diferencia os caracteres com mais clareza, pois evita confusões entre letras e números semelhantes. De acordo com o TSE, a mudança garante uma leitura mais confortável e rápida na tela, beneficiando especialmente eleitores com deficiência visual ou baixa visão.
Outra inovação importante é a barra de progresso instalada na parte superior do visor. Esse recurso indica a etapa atual e os votos que ainda faltam para concluir o processo. Os mesários também acompanham essa evolução em seus terminais e prestam auxílio se necessário, mantendo o sigilo do voto totalmente protegido.
Inclusão em foco
Para eleitores com deficiência auditiva, a janela do intérprete de Libras oferece orientações ampliadas. O recurso visual explica agora as opções de voto em branco, nulo e de legenda. A Justiça Eleitoral implementou essas melhorias após analisar propostas de estudantes da Universidade de São Paulo, com objetivo de esclarecer todas as possibilidades disponíveis no momento do registro.
As atualizações refletem a evolução contínua da urna eletrônica ao longo de seus 30 anos. O equipamento já incorpora recursos de áudio desde 2000 em todo o país. A versão de 2024 introduziu a voz sintetizada "Letícia" para orientar pessoas cegas. Com os aprimoramentos de 2026, o sistema eleitoral brasileiro reforça seu compromisso com a inclusão.







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