A Replit, plataforma de codificação por inteligência artificial, não trabalha mais com a Anthropic como sua principal parceira. A informação foi dada pelo CEO e cofundador da Replit, Amjad Masad, na quinta-feira, durante evento. A empresa passará a ter a OpenAI como fornecedora padrão de modelos.
Masad explicou que a decisão foi motivada por diversos fatores, incluindo custos. Apesar de ter anunciado uma parceria com a OpenAI em agosto, não havia indícios de que o trabalho com a Anthropic seria encerrado. O CEO afirmou que o ChatGPT, da OpenAI, “é melhor agora”, baseando-se em testes internos que avaliam o desempenho.
Apesar da mudança, os modelos da Anthropic, como o Claude, ainda estarão acessíveis aos clientes na plataforma da Replit. No entanto, com a OpenAI se tornando o padrão, espera-se uma redução significativa nos gastos da Replit com a Anthropic, já que a maioria dos usuários tende a utilizar a opção padrão.
Antes do acordo com a OpenAI, a Replit dependia dos modelos Claude da Anthropic para operar sua plataforma. Essa parceria foi fundamental para o crescimento da receita da empresa. Masad mencionou que a Replit era, até pouco tempo, uma das cinco maiores clientes da Anthropic.
Masad também destacou o crescimento da Replit no setor empresarial. No ano passado, contratos empresariais representavam 2% da receita. Neste ano, essa fatia já chega a 15%, e mais de 50% da receita total vem de contratos B2B. A expectativa é que, em 2027, mais da metade da receita da Replit venha de clientes empresariais e governamentais.
Segurança da inteligência artificial
O CEO da Replit comentou a importância da segurança na IA. Segundo ele, os agentes de IA precisam de um “habitat” com boa orquestração, recuperação de erros, segurança, proteção e rede eficiente para “existirem e fazerem um bom trabalho”.







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