O Brasil voltará a ter dois representantes na Fórmula 1 a partir de 2027. O pernambucano Rafa Câmara, de 21 anos, foi anunciado nesta quinta-feira (15) como novo piloto titular da Haas para a temporada. Ele terá um contrato de múltiplos anos e será o primeiro nordestino a disputar a principal categoria do automobilismo mundial.

Câmara substituirá o francês Esteban Ocon, de 30 anos, na equipe e fará dupla com o inglês Oliver Bearman, de 21 anos. O automobilismo está no DNA da família de Rafa Câmara. Sua avó materna, Niege Rossiter, foi uma das pioneiras em corridas de rua no Recife na década de 1960. Ela competia em circuitos como o da Cidade Universitária, alcançando vitórias e pódios. A avó de Rafa e a mãe do piloto, Paula, acompanhavam de perto a carreira do jovem, desde o kart até provas da Fórmula 4 em Monza, na Itália.

O piloto se mudou jovem para a Europa para disputar competições como a WSK. Após ser vice-campeão europeu e mundial de kart, Rafa Câmara ingressou na Academia da Ferrari, que já revelou nomes como Charles Leclerc e Oliver Bearman.

Trajetória vitoriosa até a F1

A ascensão de Rafa Câmara na carreira foi marcada por bons resultados. Ele foi vice-campeão da F4 dos Emirados Árabes e terceiro colocado nos campeonatos da F4 Italiana e da F4 Alemã. Em 2025, ele conquistou o título da F3 em seu ano de estreia, com cinco poles e quatro vitórias em nove etapas.

Em 2026, Câmara ingressou na F2 pela equipe Invicta e atualmente lidera a disputa, faltando duas etapas para o fim do campeonato. Se conquistar o título, o Brasil completará cinco temporadas consecutivas com pelo menos um título entre F2 e F3. Os últimos campeões foram Felipe Drugovich (F2 em 2022), Gabriel Bortoleto (F3 em 2023 e F2 em 2024) e Rafa Câmara (F3 em 2025).

A oportunidade na Haas surgiu após o piloto impressionar a equipe em testes particulares. Ele pilotou modelos como a Ferrari SF-25 e o Haas VF-25, demonstrando consistência e capacidade de ajuste técnico. A Haas, que utiliza motores Ferrari, ocupa atualmente a sétima posição no Mundial de Construtores da F1, com 30 pontos.