O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma manifestação neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu uma multidão de apoiadores e contou com a presença de ministros, governadores e representantes de movimentos estudantis. Durante o evento, Lula pediu que a militância intensifique a mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, e apresentou propostas para um eventual novo mandato.
A concentração, batizada de Marcha pela Democracia, começou por volta das 11h, próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). O ato, que chegou a ocupar 12 quarteirões da Avenida Paulista, reuniu estudantes, artistas e movimentos sociais. Organizadores estimaram a presença de 1 milhão de pessoas, mas o número não foi confirmado pela Polícia Militar nem por contagem independente.
A mobilização ocorreu uma semana após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. No discurso, o presidente destacou a importância de convencer eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a votar na próxima eleição, especialmente aqueles com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo.
A manifestação contou com a presença de diversas lideranças políticas, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede). Também participaram os governadores reeleitos Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí. Entre as entidades que organizaram o ato estavam a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Antes do ato, Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador tem um dia de descanso após seis dias de trabalho. Ele afirmou que a votação da proposta está prevista para quarta-feira (14) e cobrou um posicionamento da oposição, incluindo o PL, partido de Flávio Bolsonaro. O presidente também criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em seu discurso, Lula apresentou prioridades para um possível novo mandato, como investimentos em inteligência artificial, desenvolvimento da indústria digital, transição energética e segurança pública. Ele também criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Além de São Paulo, manifestações de apoio ao presidente ocorreram em outras cidades brasileiras, como Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG).







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