Nesta quarta-feira, 14 de setembro, os candidatos à presidência Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva dedicaram seus esforços à busca por votos para o segundo turno. Enquanto Flávio Bolsonaro concentrou suas atividades na região Sul do país, Lula direcionou sua atenção aos eleitores evangélicos e acompanhou a votação de uma proposta sobre a escala de trabalho.

Lula e o eleitorado evangélico

O atual presidente e candidato à reeleição, Lula, divulgou uma carta destinada aos evangélicos, por intermédio da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. No documento, Lula afirmou ter governado o país em três ocasiões com “proteção divina” e um “propósito e missão”. Ele também enfatizou a defesa das famílias brasileiras, criticando discursos que considerou “vazios” de outros candidatos.

A carta destacou ações que, segundo Lula, protegem as famílias, como o fim das casas de apostas online, a adoção da escala de trabalho 5x2 (cuja votação contou com o apoio do governo no Senado) e o combate à violência contra a mulher. Ele ressaltou que sua gestão nunca foi comprometida com políticas que “destroem vidas” ou “fecham templos”, pedindo aos evangélicos discernimento na escolha eleitoral.

Durante seus governos anteriores, foram instituídas datas religiosas como o Dia Nacional do Evangélico e o Dia Nacional da Marcha para Jesus, entre outras. Posteriormente, Lula acompanhou de sua residência a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1, uma pauta que ele tem defendido há meses.

Flávio Bolsonaro em Porto Alegre

Flávio Bolsonaro iniciou o dia com a divulgação de um vídeo confirmando sua participação no debate presidencial com Lula, marcado para o próximo domingo (18) na TV Bandeirantes, após uma breve incerteza sobre sua presença. Em seguida, o candidato do PL passou o dia em Porto Alegre, onde se reuniu com apoiadores no centro da cidade.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro prometeu investimentos em educação e reforçou suas propostas para a segurança pública, declarando que, a partir de janeiro do próximo ano, “vai declarar guerra aos traficantes de drogas”, classificando-os como “narcoterroristas”. Ele também visitou o bairro de Sarandi, na zona norte da capital gaúcha, e garantiu obras para a recuperação das áreas afetadas pela enchente de 2024. Ele afirmou que levaria consigo seu pai, Jair Bolsonaro, para inaugurar as obras de recuperação do Sarandi, alegando que a região foi “abandonada” pelo governo federal. No entanto, no início de 2025, o governo atual divulgou um balanço indicando repasses significativos para a recuperação do estado.