Um depoimento gravado em 2023 de uma das supostas vítimas de estupro do ator e ex-comediante britânico Russell Brand foi exibido nesta quinta-feira (15) no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. A mulher afirma que o crime ocorreu em 1999, durante uma conferência do Partido Trabalhista em Bournemouth, no Reino Unido.

A promotora Riel Karmy-Jones descreveu Russell Brand como um “predador implacável, calculista e manipulador”. Ele é acusado de três estupros, três agressões sexuais e um atentado ao pudor, envolvendo seis mulheres, entre 1999 e 2009. O ator nega todas as acusações.

A mulher relatou à polícia que conheceu Brand em um evento onde ele se apresentava. Após o evento, Brand sugeriu irem a um bar, mas ela recusou e propôs que fossem para o hotel dela, onde se sentiu “estúpida” por essa sugestão. No hotel, a vítima teria ido ao banheiro e, ao retornar, encontrou Brand seminu. Ela disse que ele a obrigou a tirar fotos e, em seguida, a empurrou para a cama e a despiu, cometendo o estupro. A mulher afirmou ter permanecido de olhos fechados e tentado lutar. Após o ato, Brand lhe entregou seu e-mail e foi embora.

Ela explicou que não denunciou o caso na época por vergonha e só compartilhou a história com uma amiga em 2023. A denúncia à polícia ocorreu após o documentário “Dispatches”, do Channel 4, que trouxe à tona outras alegações contra o ator e incentivou as supostas vítimas a se manifestarem.

Durante o interrogatório, o advogado de defesa de Brand, Ian Winter, argumentou que o ator era “um menino” na época, insinuando que a mulher era mais velha. A mulher, no entanto, afirmou que eles estavam “em pé de igualdade”. O julgamento está previsto para durar seis semanas.