A rápida expansão da inteligência artificial expôs uma lacuna na liderança empresarial no Paraná. O tema foi debatido no 9º Seminário de Finanças e Governança Corporativa, realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Durante o encontro, dados apresentados mostraram que 66% dos conselhos de administração têm conhecimento limitado ou inexistente sobre IA. O seminário reuniu 240 executivos e foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, com apoio do IBEF-PR.
O debate destacou que entender a tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito para supervisionar riscos e proteger ativos. A discussão também tratou da necessidade de integrar a IA à agenda estratégica das empresas com foco em governança.
Governança e risco
Um dos exemplos citados foi o da Copel, apresentado por Felipe Guterres Ramella. Segundo as anotações, a companhia teve valorização de 42% nas ações após migrar para o Novo Mercado, em um caso usado para relacionar confiança, transparência e geração de valor.
O seminário também alertou para o risco da chamada rendição cognitiva, quando respostas da IA são aceitas sem questionamento. Para a diretora-geral do IBGC, Valeria Café, e para o presidente do IBEF-PR, Carlos Peres, a supervisão humana e o pensamento crítico seguem indispensáveis.
Serviço: o 9º Seminário de Finanças e Governança Corporativa foi realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com promoção do IBGC e apoio do IBEF-PR.







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