Nesta sexta-feira, 16 de setembro, o Hospital Sírio-Libanês confirmou ter sofrido um incidente cibernético que pode ter levado ao vazamento de dados cadastrais e sensíveis. A instituição, em comunicado divulgado em seu site, informou que um “possível acesso não autorizado” foi detectado em um sistema interno de relatórios. Este sistema armazena informações de indivíduos envolvidos em projetos sociais, não afetando a base geral de pacientes do hospital.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Polícia Federal foram notificadas sobre o incidente, que ocorreu em 21 de setembro. O ataque foi reivindicado pelo grupo cibercriminoso Seven Deadly Sins (7DS), especializado em atingir empresas e redes corporativas. Em seu blog, os invasores publicaram ao menos dois arquivos de texto, alegando comprovar o ataque e a extração ilegal de dados, que seriam relatórios resumidos de tabelas retiradas do servidor comprometido.
Quais informações podem ter sido vazadas?
Os cibercriminosos alegam que o material foi extraído de um servidor usado pela Mangará Digital, uma plataforma de telessaúde de código aberto desenvolvida pelo próprio Hospital Sírio-Libanês. O sistema conecta profissionais de saúde a pacientes, especialmente em iniciativas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
As amostras de invasão indicam que aproximadamente 1.600 arquivos de tabela (.CSV) teriam sido extraídos dos sistemas, totalizando mais de 10 milhões de linhas e um volume de 2,96 GB. Embora o hospital não tenha confirmado essas informações, a análise dos documentos divulgados pelo grupo criminoso sugere que os seguintes projetos sociais podem ter sido afetados, com o número aproximado de linhas de dados listadas:
- Mangará Digital: Dados de pacientes, cadastros, agendamentos, reuniões e outros registros, somando cerca de 532.432 linhas.
- APOST (apoio a pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas): Notas clínicas, registros de atendimentos e triagem, totalizando aproximadamente 153.440 linhas.
- Telenordeste (projeto de telessaúde do Ministério da Saúde): Atendimentos, teleinterconsultas e protocolos de atendimento, com cerca de 248.199 linhas.
- Tele-UTI (acompanhamento remoto de pacientes em terapia intensiva): Registros de televisitas e metas de acompanhamento, somando aproximadamente 274.421 linhas.
- Base de internações do SUS: Registros administrativos de internações, com cerca de 1,84 milhão de linhas. A origem e a relação dessa base com o hospital ainda não foram confirmadas.







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