Um funcionário público de 68 anos foi preso no sábado (10) na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, sob suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes. As vítimas eram oferecidas em troca de dinheiro e outros benefícios, segundo a Polícia Civil. Entre os casos investigados, há episódios envolvendo bebês de apenas cinco meses de idade.
O homem, identificado como Luiz Alberto Martins Sobrinho, trabalhava como cozinheiro em uma escola pública na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Ele é apontado como responsável pelo agenciamento das vítimas e pela articulação do esquema. Na mesma operação, Mariana de Oliveira Minas foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Uma terceira investigada, Ariane Minas, filha de Mariana, é considerada foragida.
As investigações indicam que os suspeitos usavam aplicativos de mensagens para oferecer as crianças e adolescentes. Em troca, o grupo recebia dinheiro e vantagens materiais, como celulares e financiamento de eventos. A polícia também encontrou indícios de festas onde os abusos ocorriam.
A Polícia Civil apura a possível participação de mães que teriam entregado as próprias filhas para serem abusadas em troca de dinheiro ou outros benefícios. Os investigadores buscam identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo os aliciadores e aqueles que pagaram pelos abusos.
Detalhes da Operação Policial
As prisões fazem parte da segunda fase de uma operação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Inicialmente, as investigações tinham como alvo um advogado e professor universitário, preso preventivamente em março de 2026. O avanço das apurações revelou uma rede organizada de exploração sexual, levando à identificação dos novos suspeitos.
O funcionário público e a mulher presos no sábado são investigados por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual e produção de material de abuso sexual infantil.







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