O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações feitas pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e aliados. O material associava falsamente uma jovem a suposto consumo de cocaína durante a manifestação pró-Lula, realizada no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo.
O vídeo, entretanto, circulava na internet meses antes do protesto. O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, considerou que há indícios de “grave manipulação por descontextualização” e concedeu 24 horas para que Flávio Bolsonaro e outros envolvidos retirassem as publicações.
A gravação mostra uma jovem em uma cena que sugere o uso de substância ilícita e foi divulgada no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, com a legenda: “Militantes usando substâncias supostamente ilícitas em manifestação”. A Folha de S.Paulo, porém, encontrou o mesmo vídeo circulando em páginas da Argentina desde junho, e no X, por uma conta do Chile, em 10 de outubro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também compartilhou a gravação em seu Instagram, contrastando imagens de brasileiros com cenas que ele classificou como vandalismo. Questionado, Tarcísio não explicou a origem do vídeo, mas mencionou danos e pichações no Metrô de São Paulo. Tarcísio, porém, não foi incluído na determinação judicial.
Outros aliados de Flávio Bolsonaro, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o influenciador Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel, também incentivaram a circulação das imagens. A decisão do TSE alcança publicações de Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e Rony Gabriel, além de Flávio.
Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o canal “Tropa do Flávio” é um instrumento legal e que “não propaga fake news”, sem responder sobre a origem da gravação. A publicação foi apagada do canal após questionamento da imprensa.







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