A Força Aérea Brasileira (FAB) vai analisar o avistamento de luzes não identificadas registrado na noite de segunda-feira (13) em Londrina. O objeto voador não identificado (OVNI) foi relatado pela tripulação de uma aeronave que fazia o trajeto entre São Paulo e Maringá e também foi observado por controladores da Torre de Controle do Aeroporto de Londrina.
A NAV Brasil, estatal responsável pela administração da torre, informou que o relato da aeronave PR-OTE foi registrado pelo Controle de Aproximação de Londrina (APP-LO) e encaminhado ao Centro de Operações Militares (COPM), órgão da FAB responsável por tratar desse tipo de ocorrência. Segundo a NAV Brasil, o avistamento não afetou a segurança das operações aéreas nem causou prejuízos aos serviços de navegação aérea na área terminal de Londrina.
Na comunicação registrada pela fonia aeronáutica, o piloto descreveu que as luzes possuíam grande intensidade luminosa, deslocavam-se rapidamente e aparentavam fazer movimentos circulares. "Dá um calafrio na gente quando a gente vê as luzes e é de intensidade muito forte e de movimento muito rápido, é inacreditável", afirmou o comandante durante a conversa com o controlador de tráfego aéreo.
Embora o caso ainda esteja sob análise, o coordenador do Gedal (Grupo de Estudos e Divulgação de Astronomia de Londrina), Miguel Moreno, acredita que o fenômeno possa ser explicado pelos satélites da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk. Segundo Moreno, relatos semelhantes vêm sendo registrados há alguns meses. "Esses relatos de OVNIs já estão acontecendo desde o começo do ano passado. Nós, do Gedal, estamos recebendo questionamentos da sociedade. E eram locais que habitualmente não havia satélites visíveis", afirmou.
Moreno lembra que um dos episódios ocorreu em outubro do ano passado na Estrada do Limoeiro, próximo ao Rio Tibagi, quando diversas luzes passaram a ser observadas no céu fazendo movimentos considerados incomuns.







Comentários
Seja o primeiro a comentar.