Olha, você que me lê sabe que a gente não tem tempo pra mesmice por aqui. E esta semana, a cultura nos entregou um cardápio daqueles, com um pé em Londrina e outro no mundo, entre a glória e a lama. Prontos para a viagem?

Londrina no palco global (e no jabuti!)

Começando pelo que nos enche de orgulho: nossa Londrina, mais uma vez, provando que é um celeiro de talentos. Dois londrinenses, o filósofo Mario Sergio Cortella e o professor Fernando Antônio Prado Gimenez, estão entre os finalistas do Prêmio Jabuti 2024! Cortella, com "Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade", mostra que a sabedoria de Londrina alcança o país inteiro. Isso é a prova de que a nossa cidade respira cultura e intelectualidade, e serve de inspiração para quem sonha em escrever sua própria história.

E por falar em escrever, quem aí tem uma história engavetada? Londrina sediou o 2º Encontro de Escritores, Editoras, Gráficas e Livrarias “Londrina, a cidade que Escreve”. Um evento desses, gratuito e na Biblioteca Pública Municipal, é um serviço público de primeira! Oferecer orientação sobre como publicar um livro, com a presença de profissionais do mercado, é democratizar o acesso à cultura e incentivar a criação. É exatamente isso que a gente defende: que a arte e o conhecimento cheguem a todos, sem barreiras.

Ainda na cena local, a música fez a festa! O Bando do Cão Sem Dono celebrou quase três décadas de estrada com o show "No Coração do Tempo" no Teatro da AML. E o Bar Barbearia, nosso eterno palco para boa música, recebeu a banda curitibana Urucum para o Fela Day, celebrando o legado do gigante Fela Kuti com muito afrobeat instrumental. É essa efervescência cultural que faz Londrina pulsar!

Adeus e revelações amargas

A semana também nos trouxe um adeus precoce e triste: a atriz e cantora Lua Blanco nos deixou aos 39 anos. Conhecida pela personagem Roberta Messi em "Rebelde", Lua partiu após uma batalha contra o câncer, deixando saudades e um legado de carisma e talento. É um daqueles momentos em que a gente para e lembra da fragilidade da vida, e da importância de valorizar cada artista que nos toca com sua arte.

E por falar em amargor, as conversas de Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro são um soco no estômago. Comentários de cunho sexual sobre atrizes como Deborah Secco e Sabrina Sato, e menções a festas privadas apelidadas de 'guerra na Ucrânia', revelam um lado obscuro e repugnante da indústria. Isso mostra o quão arraigado está o machismo e o desrespeito em certas esferas de poder. É inadmissível que figuras tão influentes se refiram a mulheres como objetos, especialmente quando estas mulheres são profissionais reconhecidas e respeitadas. É preciso combater com veemência esse tipo de comportamento e proteger as trabalhadoras da arte e da cultura de abusos de poder.

A Mulher-Maravilha e o jogo da indústria

No universo dos super-heróis, Gal Gadot provavelmente não voltará como Mulher-Maravilha. A atriz expressou gratidão e desejou sorte à próxima intérprete. Parece uma transição natural na reformulação do universo cinematográfico da DC, sob a batuta de James Gunn e Peter Safran. A gente sabe que Hollywood é um mercado em constante movimento, mas essa dança das cadeiras serve para nos lembrar que, no fim das contas, até os super-heróis são produtos de uma indústria. Torcemos para que a essência da personagem, tão importante para a representatividade feminina, seja mantida e celebrada.

E você, que notícias te tocaram mais nesta semana? Quais temas você acha que a gente precisa trazer mais pra essa coluna?

A coluna Na Plateia sai todo domingo na seção Cultura do Você Viu Isso?. É opinião: os fatos estão nas matérias citadas.