Neste sábado, 17, diplomatas europeus foram atacados por um grupo de colonos mascarados e armados com barras de metal na Cisjordânia ocupada. O incidente ocorreu na aldeia cristã de Taybeh, e as vítimas incluíam o cônsul-geral da Bélgica, diplomatas da França e da Polônia, além de representantes católicos, segundo relatos de uma das vítimas.

O episódio se soma a uma série de agressões violentas contra palestinos e outras pessoas durante a conturbada temporada de colheita de azeitonas na região. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, desde o início da colheita, no começo deste mês, pelo menos quatro pessoas perderam a vida e mais de 100 ficaram feridas. Ativistas denunciam a inação das autoridades israelenses em coibir esses ataques, que utilizam desde estilingues até armas de fogo. Na sexta-feira, uma fotógrafa do The Washington Post e outras pessoas também ficaram gravemente feridas em outra agressão.

Reações e apelos internacionais

O ministro das Relações Exteriores belga, Maxime Prévot, confirmou o ataque, relacionando-o à “política ilegal de assentamentos” de Israel e prometendo defender novas sanções por parte da União Europeia. Em sua conta no X, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que o prefeito francês foi “violentamente agredido por colonos extremistas”.

Barrot ainda cobrou das autoridades israelenses que “ponham fim urgentemente a essa violência criminosa e garantam a segurança dos civis, como são obrigadas a fazer segundo o direito internacional”. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manifestou a grande preocupação do governo americano com as imagens e os acontecimentos, reiterando o pedido para que os israelenses reprimam esse tipo de ação.